segunda-feira, 13 de setembro de 2010


Finalmente llegamos a España!
Foi cansativo viu...Como eu nunca tinha andado de aviáo na vida , e muito menos viajad para outro paìs, foi um negòcio mucho loko!
Achei o aviao apertado (nao reparem os meus erros de digitacao,,,esse teclado è muito estranho e diferente!). Ainda por cima eu tive que ir ao lado de um norte americano gigannnnte! E o pior è que ele era muito sem educacao. Quando eu cheguei na fileira de 2 lugares ele perguntou rispidamente se aquele era o meu lugar, ai como eu precisava ajeitar as malas no bagageiro ele deu uma resmungadinha por ter que levantar e sentar. Parecia o Tio Pheel, do Fresh Prince of Bel Air!  Mas aì depois de um tempo eu comecei a puxar assunto em ingles, falando bem devagar. E ele foi conversando mais calmo. Fui colocar minha mochila no bagageiro sò depois, aì eu me auxiliou dizendo ºturn, put like this...º e o bixo foi ficando calminho. Era texano e viaja o mundo participando de meetings (encontros, congressos) de sei là o que, nem entendi o que a empresa dele (ou ONG) fazia!

Avioes sao apertadissimos, mais que onibus eu achei, com excecao do banheiro.
Como voei de Iberia, eles falavam tudo em espanhol e inglês. A cumida, toda cheia de coisinhas pra compactar ao aviao`eu gostei, sò que como fui marinheiro de primeira viagem, sujei minha calca com um molho de uma carne boa là.... O gringo ao meu lado comeu tudo em 1 minuto hahah


Chegamos na capital Madrid ainda no final da madrugada. Aqui percebemos que o dia acaba muito tarde, perto das 8 da noite e a noite è uma crianca heheh
O famoso aeroporto de Barajas nao estava cheio...mas foi ficando...e que cheio...aos poucos aquilo ia lotando e todo mundo ``nao falando brasileiro`` hauhuauh
Como nosso voo pra Sevilla era sò as 11;50h  e chegamos âs 6h e pouco, ficamos um tempao esperando, olhando lojinhas que vendem tourinhos como souvenir e outros free shops. Fomos numa loja grandinha la e no fundo dava pra ver o sol nascer! Muito lindo, nosso primeiro sol espanhol ahhaah! O bom è q tinha um posto de informacoes com um carinha muito camarada. A Mica foi falando espanhol com ele, aì ele perguntou se falàvamos portugues e ele falou portugues com agente numa boa....eu acredito q ele nao seja espanhol nao!
Usamos uma màquina muito estranha là para Internet, era um computador-fliperama eu diria! Aì de la mandei um email pra minha familia avisando que havìamos chegado na Espanha! Fomos pesquisar telèfone pùblico para falar com o Glauber, o montelaltense gente boa que ficou de nos buscar no aeroporto de Sevilla. Depois de tentativas com moedas, conseguimos! Brigadao â Val de RP da Unesp Bauru que deu umas moedas pra Mica gastar aqui! Agente sò tinha levado notas! Valeu Vall hahah!
Ah dica; nao comprem cartoes telefònicos no aeroporto. Pra variar, è caro e o proprio agente de informacoes là q falava portugues me disse para nao comprar.
Vimos de longe 4 brasileiros, um usava camiseta da Unesp, mas agente tinha certeza de nao iam para Sevilla pois nos informamos que somente nòs 5 nos inscrevemos no programa.

O aeroporto de Barajas è tao grande que foi necessario pegarmos um metro de dentro dele para chegar em outra estacao na qual embarcarìamos para Sevilla... 
De Madrid nao deu para conhecer muita coisa, sò no aeropuerto mesmo, que fica num deserto! Entao de cima tambèm nao deu pra ver nada da Cidade!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Por quê Espanha?!





Logo que entrei na Unesp agente tinha uma disciplina que se chamava “Produção Jornalística: Técnicas de Reportagem e Entrevista”, que na minha opinião é uma das poucas matérias úteis que a faculdade oferece. Nosso professor era o Pedro Celso Campos, um dos meus favoritos e também meu orientador de Proex!
Lembro que quando começamos as aulas, o Profº Pedro falava muito que tinha acabado de chegar do seu pós-doutorado na cidade de Sevilla. E durante as aulas de PJTRE ele comentava muito sobre o Jornalismo Europeu (mais precisamente o Espanhol) e fazia comparações com o Jornalismo do Brasil. E em uma das aulas o professor nos contou que estava mantendo contato com a Facultad de Comunicación para criar um convênio de Intercâmbio com a Universidade de Sevilla. A partir dahí pipocou umas idéias de “Putz, já imaginou eu fazer Jornalismo praquelas bandas di láh?!” heheh
Aí acho que em 2008 mesmo, os alunos receberam um e-mail avisando que o professor havia conseguido fechar o convênio. Na época eu não dei muita bola, pois além de ainda estar no 1º ano e pensar “Ihh ta cedo, vâmo fazer outra coisa!”, eu também não tinha idéias fixas de intercâmbio e nem tinha comentado tanto com a família também...
Os alunos do meu curso vão mais para Portugal pelo convênio Erasmus, principalmente pra Universidade do Minho e outras como Coimbra e Lisboa. Creio que seja pela proximidade com a língua e a Cultura. Ah e talvez pelo custo de vida ser mais em conta, não sei certamente. Se alguém saber mais sobre isso, me diga! 
No começo do semestre de 2010 saiu o edital da Universidade de Sevilla, então eu pensei “Já que vou viajar, quero aprender outra língua!” Aí falei com minha família, e mesmo estando ainda com pequenas dúvidas a respeito do Work & Travel ser melhor para mim, eu fiz a inscrição tipo no “Vamos ver no que dá!”
Comentei para poucas pessoas sobre minha inscrição pra Espanha, somente meus pais e meus dois companheiros de República (um abraço pro cêis!). Eu e um veterano meu (Semu), começamos a fazer espanhol com um argentino que vive em Bauru (Sebástian, um abrazo!!).
A Micaela, minha fiel escudeira companheira de classe, de trabalhos, festas e etc comentou que havia feito a inscrição aí um tempo depois eu cheguei pra ela e falei “Mica, também fiz a inscrição, e é pra Sevilla!” Aí foram risadas e uma garantia maior de ter amigos por perto entando longe de casa!

Como tudo começou

Vou tentar ser breve
                        Quadro meu e do meu irmão no corredor de casa!

Por quê fazer intercâmbio? Bom, não vou dizer somente que é um sonho.
É bem mais que isso. Acho que começou lá quando eu era mulekinho e comecei a fazer inglês. Era divertido, além de aprender uma nova língua eu aprendia um pouco sobre cultura de gringo e nós brasileirinhos na época ficávamos encantados. Uma vez a escola que eu estudava estava organizando uma excursão pra Disney. E eu , criança sem noção da vida e do $, queria ir! Mas aí eu fui vendo aos poucos que não era simples viajar. Se fosse hoje, eu não iria gastar mó grana para ficar 2 semanas na Disney. E se eu for rico, não gastarei aquilo tudo pra mandar meu filho lá não! Imagina ele voltar com aquelas orelhas horríveis do Mickey...ah vá!
Bom aí um pouco mais velho eu voltei a fazer inglês. Só que dessa vez eu já estava na 7ªsérie e o meu professor era ninguém menos que o Robbie Oaks. Sim, o american de Monte Alto, o grande detentor dos direitos autorais sobre o meu apelido George! Não é querer puxar saco, mas ele é o melhor professor de inglês que existe. Além de ser nativo (sotaque super engraçado), ninguém melhor do que ele pra explicar a gramática e explicar sobre cultura norte-americana também. Além de ser gente boa com todo mundo! Ah, e sempre que ele vai visitar a família nos EUA ele me trás um jornal de lá, ou o USA Today ou o Tennessean!
Aí depois disso tudo foi entrar na faculdade e botar na cabeça “Quando que é a hora?” e chegar a conclusão “A hora é agora!”.
Além disso tudo, desde o colegial eu já comprava as revistinhas do Guia do Estudante – Cursos & Trabalho no Exterior. Também procurava muita coisa na internet, lia blogs, acessava sites de viagem dos portais famosos. E isso de pesquisar na internet, logicamente aumentou mais ainda nesses últimos meses com viagem pra Espanha se aproximando! Foram tantos contatos, tantos e-mails trocados. É uma loucura. Pra quem quer viajar um dia...dá trampo viu! Mas creio que valerá a pena!
Falando em trabalhos no exterior, até o ano passado eu estava na cabeça que iria fazer Work & Travel nos Estados Unidos. Ele é um programa para universitários e muito conhecidos meus foram,             eu via as fotos no Orkut e achava o máximo!                Ainda    acho      né...
Em dezembro eu fui em duas agências de Intercâmbio: uma em Bauru e outra em Ribeirão Preto e eu só me animava e minha família já estava ciente que mais cedo ou mais tarde dese ano de 2010 eu iria viajar.     
Entretanto na universidade que os caminhos começaram a mudar. A Unesp tem um convênio com várias universidades européias. É o Erasmus. A Europa Ocidental é lotada de estudantes Erasmus. Principalmente de estudantes europeus, já que é bem fácil um Erasmus sair da Itália e ir estudar na Espanha, por exemplo. No Natal eles até voltam para suas casas.
Aí eu comecei a pensar e pensar: “O que que é melhor pra mim, hein? O que eu vou gostar mais?” Pois existem muita diferença entre ser Erasmus e fazer Work & Travel. O Work seria mais curto (entre 3 e 4 meses), eu iria gastar $, depois recuperar uma parte e voltar cheio de compras, eletrônicos baratíssimos e inglês bemmm melhor (Além de conhecer NY, que é um sonho antigo que tenho!). Já a faculdade na Europa seria por um tempo maior, voltaria com Espanhol fluente, conheceria maior diversidade de países e culturas, todavia gastaria mais. Após pensar muito e conversar muito com a família (que é a base de tudo a grande auxiliadora heheh) decidi por fazer a inscrição. E cá estou eu, digitando isso 1 semana e 1 hora antes do meu vôo do Brasil zarpar! Ah escrevi isso tudo correndo! Não reparem na ortografia...

Intercâmbio chegando...!

Não levei tudo isso de mala não! só foi para eu testar tudo antes de ver o que ia levar, inclusive o peso!



Isso, ansiedade e um pouco de preocupação que resumem o que estou passando agora! Bom, e felicidade, é lógico! Eu ainda não criei o blog da minha viagem mas já estou escrevendo e vou postar tudo de uma vez!
Já está praticamente tudo pronto: os documentos, o que vou levar na mala, o que vamos fazer ao chegar lá! Lembrando que junto comigo vão também a Mica (mica_lepera) e a Letícia. Todos fazemos Jornalismo (Periodismo né!)!
Por muita sorte e graças à Deus ficamos sabendo que há um conterrâneo meu em Sevilla. A mãe dele trabalhou com os meus pais quando eu ainda nem era nascido! E ele vai nos ajudar quando chegarmos lá! Êta esse destino é muito gente boa né!?
(Ah, outras fotos postarei no orkut, #twitter e facebook!)

Reativando meu blog!


Como o tempo está difícil, postarei as minhas anotações neste blog antigo mesmo.
Aí quando chegar em Sevilla, com mais calmo, crio outro só para o Intercâmbio!
Acompanhem as fotos pelo Twitter:
twitter.com/heraldogeorge
Valeu galera!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O Jornalismo Científico contra a Sociedade


A Grande Farsa do Aquecimento Global (The Global Warming Swindle) é mais um daqueles documentos midiáticos que põe em prova um conhecimento já determinado na sociedade atual. Hoje em dia tudo é duvidoso, tudo é cético, nada é uma verdade concebida, tudo é aplicado ao relativismo, ao que o eu acredita, ao que o eu acha que é.
O Aquecimento Global é um mito? É algo verdadeiro? Está acontecendo, de fato? 2010 foi mais quente do que os outros anos? A resposta para todas essas perguntas deveria ser “Quem sabe”, “Talvez”, “Pode ser”, “Uns falam que sim, outros falam que não”.



A questão do Aquecimento Global está posta no mundo já. Todavia, muitas discordâncias há em torno do seu fundamento. Há uma leva de cientistas ditos no documentário como tradicionais, que postularam a Teoria do Aquecimento Global Antropogênico. Eles acreditam firmemente que o Aquecimento Global é provocado constantemente pelo Efeito Estufa, agindo sobre ele o dióxido de carbono, conhecido também como gás carbônico ou CO2.
Segundo os antropogênicos, cada vez mais a quantidade de CO2 está aumentando na superfície da Terra e com isso a temperatura também aumenta. Sabemos que diversos fatores ajudam nisso, como a industrialização descontrolada. E também sabemos que várias são os resultados disso, por exemplo o derretimento das calotas polares, aumentando o nível da água nos oceanos.
Não, não, mentira! Na verdade não sei bem certo pois até antes de assistir ao “A Grande Farsa do Aquecimento Global” pensava que tudo isso está ocorrendo mesmo: grandes secas, gelo dos pólos derretendo, animais morrendo, temperaturas elevando, etc. Mas os cientistas entrevistados no documentário me fez olhar os conteúdos midiáticos de uma outra maneira.
“O Aquecimento Global não é um fato, é uma propaganda e não é a Ciência que está trabalhando em cima disso, e sim a mídia” diz o Dr. Roy Spencer, líder do Weather Satellite Team (Equipe do Satélite do Tempo NASA). Percebemos que está sendo criado um temor apocalíptico sobre o tema e especialistas mais raivosos já levam isso à questão financeira, pois se as pessoas tem medo do Aquecimento Global, mais pesquisas terão que ser feitas para “nos salvar” e mais pesquisas significam mais dinheiro destinados aos grupos científicos que cuidam de estudar o que está acontecendo.
Já é algo religioso “cuidar do planeta”. Os cientistas do documentário dizem que quem não ‘crê’ no Aquecimento Global é taxado de herege. É visto com maus olhos. Nisso tudo, o Jornalismo Científico deixa cada vez mais muito a desejar, pois não estuda, não apura corretamente e fica a servo do agendamento de notícias, da manipulação, do mercado do medo. Nigel Carter, editor da revista New Scientist afirma sua tristeza “O que me surpreendeu como jornalista é que os mais elementares princípios do Jornalismo parecem ter sido abandonados nesse tema”.
            O jornalismo só parece piorar. Não só nas más coberturas políticas, econômicas, esportivas mas sobretudo na questão ambiental. Como fazer um Jornalismo sério? Como cobrir e se aprofundar em todas as faces da moeda? Desafios estes que servem para toda a humanidade e não por uma classe ou outra. Caso seja verdadeira a piora do Planeta Terra para nossa sobrevivência, TODOS serão afetados, TODOS vivemos sob o mesmo Sol.
            Cientistas que são céticos quando ao Global Warming comparam sua situação como se para os outros, eles estivessem duvidando do Holocausto da Segunda Grande Guerra. Alguns, como o Dr. Tim Ball, da Universidade de Winnepeg diz estar sendo ameaçado de morte por ser contrário a um fato ao qual o mundo todo parece concordar, no entanto ele diz não desistir de sua luta diária.
            Entretanto a meu ver essa “luta” não é muito bem explicada no documentário, pois os cientistas não apontam soluções e também não expõem diretamente o que eles pensam do futuro da Terra, das questões ambientais. É possível notar somente que eles são contra o que dizem sobre o dióxido de carbono aliado ao efeito estufa.
            O que causa perplexidade para quem assiste ao vídeo e se sente enganado pela grande mídia é o fato dos entrevistados nem ao menos alertarem para degradações ao meio ambiente. Eles não dizem nem que a floresta Amazônica deve ser preservada. Logicamente que eles são alguns dos maiores especialistas do planeta na questão do clima, com PhD’s nas maiores universidades, entretanto para qualquer ser pensante, a degradação do meio terrestre é algo que deteriora o próprio ser humano e o seu habitat.
                                                        A África precisa sim ser industrializada
Para não dizer que nada interessantemente salvador foi dito, no início e no final do filme o narrador e alguns poucos entrevistados comentam sobre a questão africana. Dizem que a África tem “desejos de se desenvolver”. Esse é um ponto interessante pois assim como o ambiente precisa de cuidado, os humanos que vivem com poucos dólares por dia também precisam de um salvamento. A África ainda está afundada, há dados para isso! Não é a Copa do Mundo deste ano que fará com que a miséria do continente seja escondida.
Muitos fazem uma corrente para impedir a contínua industrialização desenvolvimentista dos países ricos e emergentes. No entanto esse não é o ponto. O fato é que os países pobres precisam ser desenvolver. Esse é o sonho da África, talvez do Haiti. Não apelemos para o que está longe, mas nas possibilidades, nos gestos concretos. Por que alcançar a Lua se a saciedade dos pobres ainda não foi alcançada? Além do mais, qual Jornalismo Científico está certo?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ações de Fé: O que eu ''tenho'' que fazer?!

Em uma missa que assisti há pouco tempo o padre, na homilia começou a falar sobre sexo e casamento. Com certeza que o assunto foi a atividade sexual antes do matrimônio. A grande nuvem de preocupação que ronda sobre a cabeça dos jovens como eu nos dias de hoje é "Estou pecando demais em não seguir alguns pontos da doutrina cristã?".
Muitas vezes parece que o clero e certos especialistas católicos radicais não percebem é que estão até prejudicando a mente dos jovens ao invés de ajudá-la com uma orientação calma, sensata e racional. O discurso do "Isso não pode!" infelizmente toma conta das fontes católicas tanto em alguns meios de comunicação (Canção Nova, por exemplo), como nas próprias missas e palestras que agente vê por aí.
A Fé não deve ser encarada com algo sistemático e perturbador na cabeça, sobretudo dos jovens. Devemos seguir os preceitos universais de Cristo como o Ame o outro como a si mesmo e não faça a ele o que não gostaria que fizesse com você. Alguns pontos como a sexualidade e o namoro são muitos divergentes e variáveis de pessoa para pessoa / cultura para cultura. O que não se pode é extrapolar e deixar que o sexo (ou o materialismo, por exemplo) se torne a principal atividade da vida, algo desenfreado e sem limites.
Quando os ensinamentos nos são transmitidos sem terrorismo, com pés-no-chão e com raciocínio lógico, as coisas fluem mais facilmente e dão a liberdade de podermos refletir melhor sobre a vida e nosso papel social no mundo. Com certeza Deus não quer que soframos por ele e sim deseja que deixemos esse mundo tão divergente cada dia melhor, para que o seu Reino cada vez mais seja concretizado em nosso solo.

Se não abrimos a gaiola, o pássaro nunca voará

Dedicação, confiança e os planos juvenis

"Eu acho melhor você não ir sozinho lá não", "será que você consegue chegar lá"? "Por que você não espera Fulano para poder ir junto com ele pra lá?!". Essas tantas indagações com esses "lás" são motivos para algumas desavenças em famílias. A desconfiança dos pais nos filhos jovens está presente em qualquer plano juvenil, em quase toda atitude do filho poder "se virar sozinho".
É óbvio que há toda aquela história de que os pais se preocupam com os filhos e só querem o seu bem, no entanto é necessário que os pais injetem uma certa confiança (eu diria liberdade, mas confiança é a palavra mais adequada) nos seus pupilos. Caso essa confiança não seja depositada, os filhos correm o risco de sempre ficarem atrelados e impedidos de alcançar uma independência no Futuro. Se a jaula não for aberta, o leão não poderá ser o rei da selva.
Lembro-me quando estava prestando vestibular para o Jornalismo. Como meu curso em universidades públicas no estado de São Paulo era (e ainda é) escasso, não tive escolhas senão ir para os estados vizinhos tentar a sorte. No início conversando com meu pai eu perguntava se ele não podia ir comigo. De início ele hesitou, eu mais ainda e minha mãe quase desmaiou, mas ele acabou dizendo "você pega o ônibus e chega lá". Fiquei com aquele pensamento "meu pai não quer nem saber de mim", entretanto depois de duas viagens, uma ao Paraná e outra ao Mato Grosso do Sul (lugar até então desconhecido para mim), agradeci ao meu pai por me auxiliar nessa questão de me deixar viajar sozinho. Confesso que não foi fácil, um pouco de solidão, alguns ônibus perdidos e pedintes na minha cola de moleque, mas no final deu tudo certo e senti que havia ganhado alguma experiência e, por que não, amadurecido. Afinal, já eram 18 anos no pé da família!
Vimos por aí vários pais dizendo "Eu faço tudo por meu filho". Ora, vocês amam seus filhos, ninguém tem que duvidar disso mas também precisam se ocupar com suas vidas e não viver em função deles. Tem toda uma conversa de que os pais devem cuidar de nós agora porque no futuro nós é que vamos cuidar deles, todavia certas noções precisam ser levadas em contas aí, por exemplo, as físicas e psicológicas. Quando meu avô machucou a perna, meus pais tomaram todo o cuidado com ele, desde buscar em casa até conduzi-lo ao hospital, assim como minha mãe saiu do trabalho e me buscou para me levar no médico quando quebrei o antebraço ao escorregar e cair no xixi do cachorro. 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Enchentes e Desmoronamentos: a culpa é de quem?!

 
Igreja que ruinou com as chuvas em São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba em São Paulo

Os exemplos que várias cidades brasileiras nos dão quanto à urbanização não são bons. Quando se falava em enchente a primeira cena que vinha à cabeça era a imagem obscura de uma cidade parecendo um rio, com pessoas fazendo força para atravessar a água seja com carro, com uma gambiarra de um barco improvisado ou, pior ainda, a pé. Além disso, os limpadores do para brisa cobriam toda a imagem de TV filmada de dentro de um veículo.
Na tragédia no Haiti, que ocorreu esse mês, não há quem culpar diretamente. Os terremotos são fenômenos naturais ocorrido pelo choque entre as placas tectônicas. As chuvas abundantes no Brasil também são naturais, entretanto, o impedimento da água ir embora quando chega ao solo ocorre pelo erro humano de juntar lixo nos bueiros, além da gestão pública não planejar o escoamento de grandes cidades como São Paulo.
No caso carioca de Angra dos Reis a situação era ainda mais evitável. O homem simplesmente olha aquele morro próximo ao mar a coisa mais linda do mundo. Então constrói uma casa lá e em muitos casos dá prosseguimento abrindo um negócio ali no local como pousadas e restaurantes “a beira mar”. Qualquer geólogo no mínimo bom sabe que esses locais são inapropriados para a habitação humana. Com o excesso de chuvas, o morro não agüenta a água acumulada então os desmoronamentos ocorrem sem piedade.
A cidade histórica de São Luiz do Paraitinga também foi castigada. Além de mortes, vários documentos históricos foram perdidos e a igreja central veio abaixo. Os especialistas do Vale do Paraíba disseram que não era possível evitar a tragédia e a região faz planos para o futuro próximo como a instalação de um sistema de telemetria, para monitorar os níveis do Rio Paraitinga e também a implantação de bacias de detenção nos afluentes dos rios.
A palavra certa para isso é Planejamento. E para os locais já atingidos por muita destruição, a frase é Reconstrução com Solidariedade, assim como boa parte do mundo está agora ajudando o Haiti.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Medidas que o Brasil deveria copiar

Governo espanhol proíbe anúncios de "culto ao corpo"


             Essa é uma daquelas medidas que vemos em outros países e que desejamos que fossem inseridas no Brasil. Das 6 horas da manhã até as 10 da noite serão proibidas as campanhas publicitárias que exaltem a boa forma corporal. A exceção serão os produtos com baixas calorias, mais conhecidos como light.

            Esse mês teremos os dois eventos de moda mais famosos por aqui: as Fashion Weeks de São Paulo e do Rio. O poder público deveria aproveitar a oportunidade para pressionar a Publicidade no Brasil e assim diminuir casos como os de bulimia e anorexia.
            Essa pressão da qual falo seriam ações políticas mesmo, como um projeto de Lei. No início as associações de anunciantes iriam se rebelar, assim como está ocorrendo na Espanha, mas depois de um tempo todos vão se acostumando com as novas medidas. Um grande exemplo de reestruturação como essa é a Lei Antifumo e a Lei Seca. Cada vez mais diminuem as reclamações sobre as restrições.

           
            Na França uma lei semelhante entrou em vigor no ano de 2008. Entretanto ela foi direcionada aos sites da internet, diferente da espanhola, que proíbe qualquer incitação à magreza veiculada na televisão. Há quem diga que não são proibições que vão diminuir os numerosos casos de bulimia e anorexia na Europa e sim, informação. Acredito que não, pois a internet e a televisão tem grande poder sobre as massas, então a não veiculação da propaganda promovendo a beleza magra tem mais força do que as desgastadas informações para uma vida saudável. 

           
Quanto à moda, no exterior uma nova tendência está progredindo e conquistando mais espaço. São as modelos “plus size” (do inglês “mais tamanho”), que já desfilam nas principais cidades européias e americanas da moda esbanjando manequins por volta de 48 e 50, considerados gordinhos pela cultura da magreza. Como toda tendência ultimamente, tomara que chegue logo ao Brasil.
            Enquanto o padrão global ainda prega por corpos magérrimos, medidas como a da França e Espanha devem ser votadas no Brasil. 20% dos casos de anorexia terminam em mortes, sendo que é uma doença que se pode evitar. Nosso governo deve ficar despreocupado em adotar essas atitudes para os jovens brasileiros. Por isso, já que pode levar algum tempo, que tal as vitrines da nossa cidade expor alguns manequins G e GG?


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Cuidados que os Governos deverão tomar em 2010

Controles de gastos e cautela com a bolha econômica são alguns dos principais fatores em consideração.


Aquela história de que após a crise vem o sucesso é verdadeira. Em 2010 será um ano de maior contentamento. É previsto que o PIB cresça entre 5% e 6%. Com isso o número de carteiras de trabalho assinadas irá aumentar e o trabalho informal vai diminuir.

Em 2009 o governo brasileiro, assim como vários países, aumentou seu orçamento para retirar o país da crise econômica. Os gastos públicos então aumentaram. Já em 2010 teremos que controlar as despesas, pois caso contrário, quem for assumir em 2011 já começará seu mandato com uma enorme dívida pública. E como sabemos, em ano eleitoral geralmente se gasta mais.

Falando em aspectos internacionais, os incentivos fiscais e monetários deverão ser controlados corretamente. Num ano de crise como foi 2009, esses estímulos foram altíssimos e os Bancos Centrais deverão retirá-los em 2010. Esse será um grande desafio para os governos e os diversos setores da Economia. Caso sejam retirados muito tarde haverá risco de inflação e se forem retirados cedo demais a Economia pode desacelerar.

Este ano 2010 será decisivo para voltarmos a uma espécie de “normalidade geral” na Economia do globo e grandes riscos como queda do crescimento e o famoso estouro de uma bolha econômica (desvalorização após uma auto estima de mercado) estarão presentes durante o começo desta década.