quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Enchentes e Desmoronamentos: a culpa é de quem?!

 
Igreja que ruinou com as chuvas em São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba em São Paulo

Os exemplos que várias cidades brasileiras nos dão quanto à urbanização não são bons. Quando se falava em enchente a primeira cena que vinha à cabeça era a imagem obscura de uma cidade parecendo um rio, com pessoas fazendo força para atravessar a água seja com carro, com uma gambiarra de um barco improvisado ou, pior ainda, a pé. Além disso, os limpadores do para brisa cobriam toda a imagem de TV filmada de dentro de um veículo.
Na tragédia no Haiti, que ocorreu esse mês, não há quem culpar diretamente. Os terremotos são fenômenos naturais ocorrido pelo choque entre as placas tectônicas. As chuvas abundantes no Brasil também são naturais, entretanto, o impedimento da água ir embora quando chega ao solo ocorre pelo erro humano de juntar lixo nos bueiros, além da gestão pública não planejar o escoamento de grandes cidades como São Paulo.
No caso carioca de Angra dos Reis a situação era ainda mais evitável. O homem simplesmente olha aquele morro próximo ao mar a coisa mais linda do mundo. Então constrói uma casa lá e em muitos casos dá prosseguimento abrindo um negócio ali no local como pousadas e restaurantes “a beira mar”. Qualquer geólogo no mínimo bom sabe que esses locais são inapropriados para a habitação humana. Com o excesso de chuvas, o morro não agüenta a água acumulada então os desmoronamentos ocorrem sem piedade.
A cidade histórica de São Luiz do Paraitinga também foi castigada. Além de mortes, vários documentos históricos foram perdidos e a igreja central veio abaixo. Os especialistas do Vale do Paraíba disseram que não era possível evitar a tragédia e a região faz planos para o futuro próximo como a instalação de um sistema de telemetria, para monitorar os níveis do Rio Paraitinga e também a implantação de bacias de detenção nos afluentes dos rios.
A palavra certa para isso é Planejamento. E para os locais já atingidos por muita destruição, a frase é Reconstrução com Solidariedade, assim como boa parte do mundo está agora ajudando o Haiti.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Medidas que o Brasil deveria copiar

Governo espanhol proíbe anúncios de "culto ao corpo"


             Essa é uma daquelas medidas que vemos em outros países e que desejamos que fossem inseridas no Brasil. Das 6 horas da manhã até as 10 da noite serão proibidas as campanhas publicitárias que exaltem a boa forma corporal. A exceção serão os produtos com baixas calorias, mais conhecidos como light.

            Esse mês teremos os dois eventos de moda mais famosos por aqui: as Fashion Weeks de São Paulo e do Rio. O poder público deveria aproveitar a oportunidade para pressionar a Publicidade no Brasil e assim diminuir casos como os de bulimia e anorexia.
            Essa pressão da qual falo seriam ações políticas mesmo, como um projeto de Lei. No início as associações de anunciantes iriam se rebelar, assim como está ocorrendo na Espanha, mas depois de um tempo todos vão se acostumando com as novas medidas. Um grande exemplo de reestruturação como essa é a Lei Antifumo e a Lei Seca. Cada vez mais diminuem as reclamações sobre as restrições.

           
            Na França uma lei semelhante entrou em vigor no ano de 2008. Entretanto ela foi direcionada aos sites da internet, diferente da espanhola, que proíbe qualquer incitação à magreza veiculada na televisão. Há quem diga que não são proibições que vão diminuir os numerosos casos de bulimia e anorexia na Europa e sim, informação. Acredito que não, pois a internet e a televisão tem grande poder sobre as massas, então a não veiculação da propaganda promovendo a beleza magra tem mais força do que as desgastadas informações para uma vida saudável. 

           
Quanto à moda, no exterior uma nova tendência está progredindo e conquistando mais espaço. São as modelos “plus size” (do inglês “mais tamanho”), que já desfilam nas principais cidades européias e americanas da moda esbanjando manequins por volta de 48 e 50, considerados gordinhos pela cultura da magreza. Como toda tendência ultimamente, tomara que chegue logo ao Brasil.
            Enquanto o padrão global ainda prega por corpos magérrimos, medidas como a da França e Espanha devem ser votadas no Brasil. 20% dos casos de anorexia terminam em mortes, sendo que é uma doença que se pode evitar. Nosso governo deve ficar despreocupado em adotar essas atitudes para os jovens brasileiros. Por isso, já que pode levar algum tempo, que tal as vitrines da nossa cidade expor alguns manequins G e GG?


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Cuidados que os Governos deverão tomar em 2010

Controles de gastos e cautela com a bolha econômica são alguns dos principais fatores em consideração.


Aquela história de que após a crise vem o sucesso é verdadeira. Em 2010 será um ano de maior contentamento. É previsto que o PIB cresça entre 5% e 6%. Com isso o número de carteiras de trabalho assinadas irá aumentar e o trabalho informal vai diminuir.

Em 2009 o governo brasileiro, assim como vários países, aumentou seu orçamento para retirar o país da crise econômica. Os gastos públicos então aumentaram. Já em 2010 teremos que controlar as despesas, pois caso contrário, quem for assumir em 2011 já começará seu mandato com uma enorme dívida pública. E como sabemos, em ano eleitoral geralmente se gasta mais.

Falando em aspectos internacionais, os incentivos fiscais e monetários deverão ser controlados corretamente. Num ano de crise como foi 2009, esses estímulos foram altíssimos e os Bancos Centrais deverão retirá-los em 2010. Esse será um grande desafio para os governos e os diversos setores da Economia. Caso sejam retirados muito tarde haverá risco de inflação e se forem retirados cedo demais a Economia pode desacelerar.

Este ano 2010 será decisivo para voltarmos a uma espécie de “normalidade geral” na Economia do globo e grandes riscos como queda do crescimento e o famoso estouro de uma bolha econômica (desvalorização após uma auto estima de mercado) estarão presentes durante o começo desta década.