segunda-feira, 24 de maio de 2010

O Jornalismo Científico contra a Sociedade


A Grande Farsa do Aquecimento Global (The Global Warming Swindle) é mais um daqueles documentos midiáticos que põe em prova um conhecimento já determinado na sociedade atual. Hoje em dia tudo é duvidoso, tudo é cético, nada é uma verdade concebida, tudo é aplicado ao relativismo, ao que o eu acredita, ao que o eu acha que é.
O Aquecimento Global é um mito? É algo verdadeiro? Está acontecendo, de fato? 2010 foi mais quente do que os outros anos? A resposta para todas essas perguntas deveria ser “Quem sabe”, “Talvez”, “Pode ser”, “Uns falam que sim, outros falam que não”.



A questão do Aquecimento Global está posta no mundo já. Todavia, muitas discordâncias há em torno do seu fundamento. Há uma leva de cientistas ditos no documentário como tradicionais, que postularam a Teoria do Aquecimento Global Antropogênico. Eles acreditam firmemente que o Aquecimento Global é provocado constantemente pelo Efeito Estufa, agindo sobre ele o dióxido de carbono, conhecido também como gás carbônico ou CO2.
Segundo os antropogênicos, cada vez mais a quantidade de CO2 está aumentando na superfície da Terra e com isso a temperatura também aumenta. Sabemos que diversos fatores ajudam nisso, como a industrialização descontrolada. E também sabemos que várias são os resultados disso, por exemplo o derretimento das calotas polares, aumentando o nível da água nos oceanos.
Não, não, mentira! Na verdade não sei bem certo pois até antes de assistir ao “A Grande Farsa do Aquecimento Global” pensava que tudo isso está ocorrendo mesmo: grandes secas, gelo dos pólos derretendo, animais morrendo, temperaturas elevando, etc. Mas os cientistas entrevistados no documentário me fez olhar os conteúdos midiáticos de uma outra maneira.
“O Aquecimento Global não é um fato, é uma propaganda e não é a Ciência que está trabalhando em cima disso, e sim a mídia” diz o Dr. Roy Spencer, líder do Weather Satellite Team (Equipe do Satélite do Tempo NASA). Percebemos que está sendo criado um temor apocalíptico sobre o tema e especialistas mais raivosos já levam isso à questão financeira, pois se as pessoas tem medo do Aquecimento Global, mais pesquisas terão que ser feitas para “nos salvar” e mais pesquisas significam mais dinheiro destinados aos grupos científicos que cuidam de estudar o que está acontecendo.
Já é algo religioso “cuidar do planeta”. Os cientistas do documentário dizem que quem não ‘crê’ no Aquecimento Global é taxado de herege. É visto com maus olhos. Nisso tudo, o Jornalismo Científico deixa cada vez mais muito a desejar, pois não estuda, não apura corretamente e fica a servo do agendamento de notícias, da manipulação, do mercado do medo. Nigel Carter, editor da revista New Scientist afirma sua tristeza “O que me surpreendeu como jornalista é que os mais elementares princípios do Jornalismo parecem ter sido abandonados nesse tema”.
            O jornalismo só parece piorar. Não só nas más coberturas políticas, econômicas, esportivas mas sobretudo na questão ambiental. Como fazer um Jornalismo sério? Como cobrir e se aprofundar em todas as faces da moeda? Desafios estes que servem para toda a humanidade e não por uma classe ou outra. Caso seja verdadeira a piora do Planeta Terra para nossa sobrevivência, TODOS serão afetados, TODOS vivemos sob o mesmo Sol.
            Cientistas que são céticos quando ao Global Warming comparam sua situação como se para os outros, eles estivessem duvidando do Holocausto da Segunda Grande Guerra. Alguns, como o Dr. Tim Ball, da Universidade de Winnepeg diz estar sendo ameaçado de morte por ser contrário a um fato ao qual o mundo todo parece concordar, no entanto ele diz não desistir de sua luta diária.
            Entretanto a meu ver essa “luta” não é muito bem explicada no documentário, pois os cientistas não apontam soluções e também não expõem diretamente o que eles pensam do futuro da Terra, das questões ambientais. É possível notar somente que eles são contra o que dizem sobre o dióxido de carbono aliado ao efeito estufa.
            O que causa perplexidade para quem assiste ao vídeo e se sente enganado pela grande mídia é o fato dos entrevistados nem ao menos alertarem para degradações ao meio ambiente. Eles não dizem nem que a floresta Amazônica deve ser preservada. Logicamente que eles são alguns dos maiores especialistas do planeta na questão do clima, com PhD’s nas maiores universidades, entretanto para qualquer ser pensante, a degradação do meio terrestre é algo que deteriora o próprio ser humano e o seu habitat.
                                                        A África precisa sim ser industrializada
Para não dizer que nada interessantemente salvador foi dito, no início e no final do filme o narrador e alguns poucos entrevistados comentam sobre a questão africana. Dizem que a África tem “desejos de se desenvolver”. Esse é um ponto interessante pois assim como o ambiente precisa de cuidado, os humanos que vivem com poucos dólares por dia também precisam de um salvamento. A África ainda está afundada, há dados para isso! Não é a Copa do Mundo deste ano que fará com que a miséria do continente seja escondida.
Muitos fazem uma corrente para impedir a contínua industrialização desenvolvimentista dos países ricos e emergentes. No entanto esse não é o ponto. O fato é que os países pobres precisam ser desenvolver. Esse é o sonho da África, talvez do Haiti. Não apelemos para o que está longe, mas nas possibilidades, nos gestos concretos. Por que alcançar a Lua se a saciedade dos pobres ainda não foi alcançada? Além do mais, qual Jornalismo Científico está certo?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ações de Fé: O que eu ''tenho'' que fazer?!

Em uma missa que assisti há pouco tempo o padre, na homilia começou a falar sobre sexo e casamento. Com certeza que o assunto foi a atividade sexual antes do matrimônio. A grande nuvem de preocupação que ronda sobre a cabeça dos jovens como eu nos dias de hoje é "Estou pecando demais em não seguir alguns pontos da doutrina cristã?".
Muitas vezes parece que o clero e certos especialistas católicos radicais não percebem é que estão até prejudicando a mente dos jovens ao invés de ajudá-la com uma orientação calma, sensata e racional. O discurso do "Isso não pode!" infelizmente toma conta das fontes católicas tanto em alguns meios de comunicação (Canção Nova, por exemplo), como nas próprias missas e palestras que agente vê por aí.
A Fé não deve ser encarada com algo sistemático e perturbador na cabeça, sobretudo dos jovens. Devemos seguir os preceitos universais de Cristo como o Ame o outro como a si mesmo e não faça a ele o que não gostaria que fizesse com você. Alguns pontos como a sexualidade e o namoro são muitos divergentes e variáveis de pessoa para pessoa / cultura para cultura. O que não se pode é extrapolar e deixar que o sexo (ou o materialismo, por exemplo) se torne a principal atividade da vida, algo desenfreado e sem limites.
Quando os ensinamentos nos são transmitidos sem terrorismo, com pés-no-chão e com raciocínio lógico, as coisas fluem mais facilmente e dão a liberdade de podermos refletir melhor sobre a vida e nosso papel social no mundo. Com certeza Deus não quer que soframos por ele e sim deseja que deixemos esse mundo tão divergente cada dia melhor, para que o seu Reino cada vez mais seja concretizado em nosso solo.

Se não abrimos a gaiola, o pássaro nunca voará

Dedicação, confiança e os planos juvenis

"Eu acho melhor você não ir sozinho lá não", "será que você consegue chegar lá"? "Por que você não espera Fulano para poder ir junto com ele pra lá?!". Essas tantas indagações com esses "lás" são motivos para algumas desavenças em famílias. A desconfiança dos pais nos filhos jovens está presente em qualquer plano juvenil, em quase toda atitude do filho poder "se virar sozinho".
É óbvio que há toda aquela história de que os pais se preocupam com os filhos e só querem o seu bem, no entanto é necessário que os pais injetem uma certa confiança (eu diria liberdade, mas confiança é a palavra mais adequada) nos seus pupilos. Caso essa confiança não seja depositada, os filhos correm o risco de sempre ficarem atrelados e impedidos de alcançar uma independência no Futuro. Se a jaula não for aberta, o leão não poderá ser o rei da selva.
Lembro-me quando estava prestando vestibular para o Jornalismo. Como meu curso em universidades públicas no estado de São Paulo era (e ainda é) escasso, não tive escolhas senão ir para os estados vizinhos tentar a sorte. No início conversando com meu pai eu perguntava se ele não podia ir comigo. De início ele hesitou, eu mais ainda e minha mãe quase desmaiou, mas ele acabou dizendo "você pega o ônibus e chega lá". Fiquei com aquele pensamento "meu pai não quer nem saber de mim", entretanto depois de duas viagens, uma ao Paraná e outra ao Mato Grosso do Sul (lugar até então desconhecido para mim), agradeci ao meu pai por me auxiliar nessa questão de me deixar viajar sozinho. Confesso que não foi fácil, um pouco de solidão, alguns ônibus perdidos e pedintes na minha cola de moleque, mas no final deu tudo certo e senti que havia ganhado alguma experiência e, por que não, amadurecido. Afinal, já eram 18 anos no pé da família!
Vimos por aí vários pais dizendo "Eu faço tudo por meu filho". Ora, vocês amam seus filhos, ninguém tem que duvidar disso mas também precisam se ocupar com suas vidas e não viver em função deles. Tem toda uma conversa de que os pais devem cuidar de nós agora porque no futuro nós é que vamos cuidar deles, todavia certas noções precisam ser levadas em contas aí, por exemplo, as físicas e psicológicas. Quando meu avô machucou a perna, meus pais tomaram todo o cuidado com ele, desde buscar em casa até conduzi-lo ao hospital, assim como minha mãe saiu do trabalho e me buscou para me levar no médico quando quebrei o antebraço ao escorregar e cair no xixi do cachorro.