A Grande Farsa do Aquecimento Global (The Global Warming Swindle) é mais um daqueles documentos midiáticos que põe em prova um conhecimento já determinado na sociedade atual. Hoje em dia tudo é duvidoso, tudo é cético, nada é uma verdade concebida, tudo é aplicado ao relativismo, ao que o eu acredita, ao que o eu acha que é.
O Aquecimento Global é um mito? É algo verdadeiro? Está acontecendo, de fato? 2010 foi mais quente do que os outros anos? A resposta para todas essas perguntas deveria ser “Quem sabe”, “Talvez”, “Pode ser”, “Uns falam que sim, outros falam que não”.
A questão do Aquecimento Global está posta no mundo já. Todavia, muitas discordâncias há em torno do seu fundamento. Há uma leva de cientistas ditos no documentário como tradicionais, que postularam a Teoria do Aquecimento Global Antropogênico. Eles acreditam firmemente que o Aquecimento Global é provocado constantemente pelo Efeito Estufa, agindo sobre ele o dióxido de carbono, conhecido também como gás carbônico ou CO2.
Segundo os antropogênicos, cada vez mais a quantidade de CO2 está aumentando na superfície da Terra e com isso a temperatura também aumenta. Sabemos que diversos fatores ajudam nisso, como a industrialização descontrolada. E também sabemos que várias são os resultados disso, por exemplo o derretimento das calotas polares, aumentando o nível da água nos oceanos.
Não, não, mentira! Na verdade não sei bem certo pois até antes de assistir ao “A Grande Farsa do Aquecimento Global” pensava que tudo isso está ocorrendo mesmo: grandes secas, gelo dos pólos derretendo, animais morrendo, temperaturas elevando, etc. Mas os cientistas entrevistados no documentário me fez olhar os conteúdos midiáticos de uma outra maneira.
“O Aquecimento Global não é um fato, é uma propaganda e não é a Ciência que está trabalhando em cima disso, e sim a mídia” diz o Dr. Roy Spencer, líder do Weather Satellite Team (Equipe do Satélite do Tempo NASA). Percebemos que está sendo criado um temor apocalíptico sobre o tema e especialistas mais raivosos já levam isso à questão financeira, pois se as pessoas tem medo do Aquecimento Global, mais pesquisas terão que ser feitas para “nos salvar” e mais pesquisas significam mais dinheiro destinados aos grupos científicos que cuidam de estudar o que está acontecendo.
Já é algo religioso “cuidar do planeta”. Os cientistas do documentário dizem que quem não ‘crê’ no Aquecimento Global é taxado de herege. É visto com maus olhos. Nisso tudo, o Jornalismo Científico deixa cada vez mais muito a desejar, pois não estuda, não apura corretamente e fica a servo do agendamento de notícias, da manipulação, do mercado do medo. Nigel Carter, editor da revista New Scientist afirma sua tristeza “O que me surpreendeu como jornalista é que os mais elementares princípios do Jornalismo parecem ter sido abandonados nesse tema”.
O jornalismo só parece piorar. Não só nas más coberturas políticas, econômicas, esportivas mas sobretudo na questão ambiental. Como fazer um Jornalismo sério? Como cobrir e se aprofundar em todas as faces da moeda? Desafios estes que servem para toda a humanidade e não por uma classe ou outra. Caso seja verdadeira a piora do Planeta Terra para nossa sobrevivência, TODOS serão afetados, TODOS vivemos sob o mesmo Sol.
Cientistas que são céticos quando ao Global Warming comparam sua situação como se para os outros, eles estivessem duvidando do Holocausto da Segunda Grande Guerra. Alguns, como o Dr. Tim Ball, da Universidade de Winnepeg diz estar sendo ameaçado de morte por ser contrário a um fato ao qual o mundo todo parece concordar, no entanto ele diz não desistir de sua luta diária.
Entretanto a meu ver essa “luta” não é muito bem explicada no documentário, pois os cientistas não apontam soluções e também não expõem diretamente o que eles pensam do futuro da Terra, das questões ambientais. É possível notar somente que eles são contra o que dizem sobre o dióxido de carbono aliado ao efeito estufa.
O que causa perplexidade para quem assiste ao vídeo e se sente enganado pela grande mídia é o fato dos entrevistados nem ao menos alertarem para degradações ao meio ambiente. Eles não dizem nem que a floresta Amazônica deve ser preservada. Logicamente que eles são alguns dos maiores especialistas do planeta na questão do clima, com PhD’s nas maiores universidades, entretanto para qualquer ser pensante, a degradação do meio terrestre é algo que deteriora o próprio ser humano e o seu habitat.
A África precisa sim ser industrializada
A África precisa sim ser industrializada
Para não dizer que nada interessantemente salvador foi dito, no início e no final do filme o narrador e alguns poucos entrevistados comentam sobre a questão africana. Dizem que a África tem “desejos de se desenvolver”. Esse é um ponto interessante pois assim como o ambiente precisa de cuidado, os humanos que vivem com poucos dólares por dia também precisam de um salvamento. A África ainda está afundada, há dados para isso! Não é a Copa do Mundo deste ano que fará com que a miséria do continente seja escondida.
Muitos fazem uma corrente para impedir a contínua industrialização desenvolvimentista dos países ricos e emergentes. No entanto esse não é o ponto. O fato é que os países pobres precisam ser desenvolver. Esse é o sonho da África, talvez do Haiti. Não apelemos para o que está longe, mas nas possibilidades, nos gestos concretos. Por que alcançar a Lua se a saciedade dos pobres ainda não foi alcançada? Além do mais, qual Jornalismo Científico está certo?



